MINHAS PRÓXIMAS CORRIDAS

domingo, 5 de agosto de 2012

CRÔNICA DE UM INVERNO CALOROSO



O que vale mesmo nesta vida de corredor
 são as pessoas que vamos conhecendo 
pelos quilômetros afora... 
As medalhas ficam nas paredes, 
os troféus ficam empoeirados, 
mas as histórias vividas não se apagam... 
E não há boas histórias sem bons personagens...





Meses de julho e agosto... inverno? Frio? Vontade de ficar em casa agasalhado??? Que nada!!! Nesta terra da Garoto e da Moqueca tenho conhecido pessoas que fazem o inverno capixaba tão quente quanto o verão. E olha que quando eu me mudei me disseram que o capixaba não é um povo acolhedor... O capixaba "normal" pode até não ser, mas os corredores capixabas (aliás, os corredores de modo geral) são muito acolhedores. Sinto-me, entre eles, como se já os conhecesse há tempos, quando, na verdade, estivemos juntos pela primeira vez há apenas 8 dias...

O clima daqui já é quente por natureza: o sol esquenta, faz ferver o sangue que já corre descontrolado na corpo do corredor... O céu é de um azul tão puro, que as nuvens parecem tímidas, receosas de aparecerem... E a morada de Iemanjá resplandece toda sua beleza e imensidão... E neste cenário inspirador,  os corredores começam a aparecer: chega um, outro, e mais um e mais outro e, de repente, se alguém grita a palavrinha mágica: "foto", eles se multiplicam... Parecem vir de todos os lados (não sei se saem do mar, se brotam da areia, se materializam-se instantaneamente) e, como num passe de mágica, a foto fica pequena para tanta alegria...

A corrida começa, cada um segue seu ritmo, vai tentar alcançar seus sonhos: diminuir tempo, completar um nova distância, vencer a barreira do sedentarismo, compartilhar os quilômetros com um amigo... Não importa o objetivo, não importa a distância, não importa o pace... Importa que ali somos iguais, sonhadores, lutadores, vencedores... E já corro em terras capixabas reconhecendo algumas pessoas pelo trajeto, assim como sendo reconhecida por elas... E é tão gostoso isto: um sorriso que a gente recebe pelo caminho, alguém que grita seu nome... 

Depois da corrida, há o reencontro: um aqui, outro ali, e mais um e mais outro... E alguém grita: "foto"!!! Pronto!!! A festa está novamente montada...


E estamos ali, participantes de uma mesma história, embora cada pessoa esteja escrevendo o seu enredo particular... Mesmo que a gente faça um papel de personagem coadjuvante na história do outro, é uma presença registrada... Mesmo que a gente seja o personagem principal da nossa história, as outras participações é que preenchem os espaços de nossa vida. Afinal, ninguém é alguém se estiver sozinho neste mundo... 

Obrigada, corredores capixabas, pela alegria que eu tenho encontrado entre vocês!!! 
'Bora correr, povo!!! 'Bora viver!!! 'Bora ser feliz!!!!